Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://monografias.uem.mz/handle/123456789/5748| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | Impactos e adaptação a ciclones tropicais: uma análise comparativa na perspectiva do género entre Moçambique, Malawi e Madagáscar |
| Autor(es): | Mugisha, Pacifique |
| Primeiro Orientador: | Artur, Luís |
| Resumo: | Este estudo compara em Moçambique, Malawi e Madagáscar, os perfis socio-demográficos, impactos dos ciclones, estratégias de adaptação e determinantes da capacidade adaptativa, com enfoque nas diferenças de género. Trata-se de um estudo quantitativo, comparativo e transversal, baseado em dados secundários do projecto REPRESA (2024) que inquiriu a 1.775 chefes de agregado familiar em distritos severamente afectados por ciclones. A análise inclui estatísticas descritivas, testes de comparação e modelos de regressão linear múltipla estratificados por país e género. Os resultados revelam padrões distintos. Quanto ao perfil sócio-demográfica, observaram-se desigualdades estruturais: em Madagáscar, as mulheres têm menor posse de activos produtivos (52,5% vs. 82,1%); no Malawi, apenas 9,3% têm ensino secundário (vs 29,5% homens); em Moçambique, o acesso a transporte é crítico (3,0% vs. 15,2%). Em relação aos impactos, a pesca é o sector mais diferenciado: em Madagáscar, 55% dos homens reportam perdas contra 24% das mulheres; em Moçambique, 56% contra 50%. Quanto às estratégias, na agricultura o Malawi lidera adopção (51,5% homens, 42% mulheres) mas com maiores disparidades. Na pesca, Madagáscar exclui totalmente as mulheres (0% vs 23,5%). Nos alertas, o rádio apresenta disparidades de 22,6 pontos no Malawi, 15,7 em Madagáscar e 9,9 em Moçambique. Sobre os determinantes da capacidade adaptativa, os recursos agrícolas são transversais, enquanto o capital social revela-se determinante fundamental para a adaptação feminina. Recomenda-se fortalecer o acesso feminino a activos produtivos em Madagáscar, reduzir disparidades educacionais no Malawi, melhorar mobilidade e crédito em Moçambique, diversificar canais de alerta valorizando líderes comunitários, e apoiar associações comunitárias e grupos de poupança rotativa. Conclui-se que as políticas de adaptação devem incorporar explicitamente as dimensões de género, promovendo sistemas de alerta inclusivos e fortalecendo estratégias colectivas para uma resiliência efectiva na região |
| Abstract: | This study compares socio-demographic profiles, impacts of cyclones, adaptation strategies, and determinants of adaptive capacity in Mozambique, Malawi, and Madagascar, with a focus on gender differences. It is a quantitative, comparative, and cross-sectional study based on secondary data from the REPRESA project (2024), which surveyed 1,775 heads of households in districts severely affected by cyclones. The analysis includes descriptive statistics, comparison tests, and multiple linear regression models stratified by country and gender. The results reveal distinct patterns. Regarding the socio-demographic profile, structural inequalities were observed: in Madagascar, women have less ownership of productive assets (52.5% vs. 82.1%); in Malawi, only 9.3% have secondary education (vs. 29.5% men); In Mozambique, access to transport is critical (3.0% vs. 15.2%). Regarding impacts, fishing is the most differentiated sector: in Madagascar, 55% of men report losses compared to 24% of women; in Mozambique, 56% versus 50%. As for strategies, in agriculture, Malawi leads in adoption (51.5% men, 42% women) but with greater disparities. In fishing, Madagascar completely excludes women (0% vs. 23.5%). In alerts, radio shows disparities of 22.6 points in Malawi, 15.7 in Madagascar, and 9.9 in Mozambique. Regarding the determinants of adaptive capacity, agricultural resources are transversal, while social capital proves to be a fundamental determinant for female adaptation. It is recommended to strengthen women's access to productive assets in Madagascar, reduce educational disparities in Malawi, improve mobility and credit in Mozambique, diversify alert channels by valuing community leaders, and support community associations and revolving savings groups. It is concluded that adaptation policies should explicitly incorporate gender dimensions, promoting inclusive alert systems and strengthening collective strategies for effective resilience in the region(TRADUÇÃO NOSSA) |
| Palavras-chave: | Ciclones tropicais Género Capacidade adaptativa Resiliência |
| CNPq: | Ciências Agrárias Agronomia |
| Idioma: | por |
| País: | Moçambique |
| Editor: | Universidade Eduardo Mondlane |
| Sigla da Instituição: | UEM |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://monografias.uem.mz/handle/123456789/5748 |
| Data do documento: | 1-Abr-2026 |
| Aparece nas coleções: | FAEF - Engenharia Agronómica |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| 2026 - Mugisha, Pacifique.pdf | 2.17 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.
