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Título: Uma vez criminoso, sempre criminoso: um estudo sobre a reincidência criminal a partir da família
Autores: Mimbire, Laura Fernando José
Palavras-chave: Crime
Criminoso
Família
Estigma
Reincidência criminal
Reinserção familiar
Data: Set-2014
Editora: Universidade Eduardo Mondlane
Resumo: Tendo como base de estudo o estigma, o presente trabalho tem por objectivo analisar o estigma na família como factor da reincidência criminal. Para tal o estudo foi efectuado na Cadeia Central e Cadeia Feminina de N'dhlavela, no Bairro T3 na Província de Maputo. Tivemos como suporte teórico a abordagem do estigma defendida por Goffman. Escolhemos este quadro teórico pois, por meio dele, pode-se perceber que ser estigmatizado sempre tem consequências não benéficas para a vida do indivíduo. Recorremos também à teoria do desvio do Becker, para mostrar que a carreira desviante é resultado da reacção dos outros ao desvio. O estigma não é natural do indivíduo, mas, construído pela sociedade. Aliamos a estes suportes a metodologia qualitativa com base nos procedimentos etnográficos (observação no campo de análise), abordagem hipotético-dedutivo e entrevistas semi-estruturadas. No entanto, defendemos o argumento de que o estigma leva a família a tratar os ex-detentos de uma maneira quem tem contribuído para premência dos mesmos no crime. Assim, vemos que o estigma não só está presente no ex-detento, mas que influencia para a continuidade deste fenômeno. É portanto, um dos factores importante para a explicação da vitalidade de reincidência criminal. Assim, compreendemos como factores sociais estigmatizantes que contribuem para a reincidência criminal dos jovens: o desprezo, a rejeição e a estigmatização em prol da preservação de identidade familiar. Ora, os ex-detentos, no contexto familiar, assim como no seio dos vizinhos são rejeitados. Pelo conhecimento que estes têm do perigo que eles representam em função da forma como os encaram, faz com os ex-detentos tenham pouca possibilidade de gerirem o seu estigma, e a difícil interacção social que se verifica nestes contextos tem influenciado na fuga dos mesmos aos espaços onde possam minimizar o impacto nefasto do estigma, evitando deste modo estarem sujeitos, constantemente, a situações de inferiorização
The aim of this study is to analyse the stigma in the family as cause of criminal incidence. The study was done in two jails namely: Cadeia Central and Cadeia Feminina of N’dlavela, both situated in T3, Maputo Province. We had as bibliography to support our study Goffman’s and Becker’s book whose arguments against stigma are extremely important. We have chosen them because their arguments give a clear understand about the negative consequences of being stigmatized. Also We assumed Beker’s theory of “desvio” to show that the “desviante” carrier is a result of one’s reaction to “desvio”. The stigma is not born with the person, thus, it comes from the process of socialization. Was Added to this bibliography the qualitative methodology based on ethnography procedments (analyses based on field observation) hypotetic-dedutive methodology, together with semi-organized interviews. We defend the following argument: The family treats the ex-prisoners with stigma. Therefore these attitudes give, indirectly, to the ex-prisoners, a stronger encouragement to stay in crime. Thus, We can see that the stigma does not only encourage indirectly the person to live under crime, what is more, it has influence in terms of continuity of this phenomena. Is therefore, one of the reasons that clearly explain the vitality of crime incidence. So, we understand as social factories that contribute for criminal incidence: undertaking or dispisment of those who are involved in crime, rejection and stigmatization in favour of the familiar Identity preservation. The ex-prisoners, in the familiar context and in their community, are rejected. Also ex- prisoners are conscious that they are being seen as dangerous in their community, so they fell uncomfortable, as matter of fact, they don’t succeed in terms of dealing with their stigma. Because of this situation, they tend to avoid to stay in the places where there people who know them so that they will not be despised
Descrição: Licenciatura em Sociologia
URI: http://hdl.handle.net/123456789/1104
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