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Título: Agricultura familiar e a produção e comercialização do milho em Vanduzi, 1987-2000
Autores: Hedges, David
Tembe, Joel das Neves
Caliche, Arnaldo Pinto Teixeira
Palavras-chave: Agricultura familiar
Produção do milho
Comercialização do milho
Data: 2004
Editora: Universidade Eduardo Mondlane
Resumo: A produção e o comércio do milho pelo campesinato de Vanduzi foi a actividade económica básica antes da instalação do domínio colonial. Com as reformas económicas dos anos 60 á 1975, Vanduzi veio a ser integrado nos planos de fomento e de povoamento de do Revué como um bloco agrário e no sistema de colonato, através do povoamento de colonos brancos e negros, com uma produção agrícola semi– mecanizada assistida pelos Grémios e beneficiando – se das infra – estruturas construídas na época: estradas, caminhos de ferro e a Barragem hidroeléctrica de Revué. Para o campesinato de Vanduzi estas reformas significaram: a perca de terras f´erteis para o produção agrícola, a integração na economia colonial com baixos salários nas farmas dos colonos e como reserva de mão -de-obra para a Rodésia do Sul, a prática duma agricultura de subsistência orientada pelo Governo colonial (produção do milho e do algodão) face as indústrias; açucareiras (de Marromeu, Mafambisse e Buzi) e têxtil (Textáfrica). Dentro deste quadro económico colonial o campesinato manteve a estratégia de migração e do comércio transfronteiriço com os mercados rodesianos e a produção e comercialização do milho e de outras culturas nos mercados capitalistas da época, concorrendo com a burguesia colona, até a altura da independência em 1975. de 1975 à 1987, esta estrutura económica em Vanduzi deixou de existir, com a fuga dos farmeiros e o desaparecimento dos Grémios e dos cantineiros indianos e com a implementação do PPI. Estruturou-SE uma economia agrária estatal mecanizada e secundarizando a cooperativização e o campesinato, quanto ao acesso aos créditos agrários, etc. A inexperiência e má gestão nas empresas estatais e nas cooperativas e a falta de factores de produção para além da guerra entre o Governo e a RENAMO provocaram o insucesso deste sistema. Por outro lado para o campesinato local e os deslocados/refugiados de guerra a falência da EEAV em 1989 teve outro significado: o acesso a protecção militar, a mão de- obra efectiva ou sazonal, aos produtos alimentares e factores de produção agrícola (sementes) para o cultivo do milho. De 1987 à 2000, a produção e comercialização familiar do milho em Vanduzi tiveram novos incentivos: o comércio informal e o projecto GTZ -MAP/MARRP que disponibilizam factores de produção, abertura de vias de comunicação, furos de água, posto de saúde escolas. Com o fim da guerra o projecto largou-se para todas as localidades de Vanduzi. O número de comerciantes vindos de Tete, Chimoio, Beira, Inhambane, Xai-Xai e Maputo aumentou. Também aumentou o custo de produtos de primeira necessidade e a redução de preço de milho e do poder de decisão do campesinato na comercialização do seu excedente agrícola a favor dos compradores. Esta estrutura económica fez com que o campesinato de Vanduzi, para além de manter a produção e comercialização adquiridos no Zinbabwé, em Manica, Machipanda e Chimoio como o emprego de entre jovens e adultos, actividades que asseguram o desenvolvimento da agricultura familiar em Vanduzi
Descrição: Licenciatura em História
URI: http://hdl.handle.net/123456789/1120
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