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http://hdl.handle.net/123456789/1121| Título: | Escola de habilitação de professores indígenas José Cabral, Manhiça – Alvor: subsídios para o estudo da formação da elite instruída em Moçambique (1926 - 1974) |
| Autores: | Hedges, David Machili, Carlos Saúte, Alda Romão |
| Palavras-chave: | Processo ensino - aprendizagem Ensino indígeno Elite instruída Estado colonial Português Professores indígenas |
| Data: | 1995 |
| Editora: | Universidade Eduardo Mondlane |
| Resumo: | O Governo colonial na tentativa de estruturar um sistema de educação capaz de se aplicar na estrutura capitalista que emergia em Moçambique organizou a partir de 1926 um sistema de ensino destinado aos indígenas. Assim, a criação da E.H.P.I., pela portaria nº 312 de 1926 e a consequente abertura em 1930 era a concretização da finalidade da formação de um elemento da população moçambicana que agiria como intermediário entre o Estado Colonial e as massas e inculcasse uma atitude de servilismo no moçambicano educado. De 1930 á 1940 , a E.H.P.I. “José Cabral” organizada e dirigida pelo Estado teve programas caracterizados por um predomínio de disciplinas meramente formação geral (programa de 1930 e de 1937), neutralidade religiosa, mudança de programas, conteúdos e tempo de duração e ausência de definição de conteúdos a leccionar o que pressupõe que seja resultado da luta decorrente no seio do Estado Colonial no que concerne a definição única sobre os objectivos e orientação do ensino indígena. Porém, o grande número de candidatos á Escola provinha das missões católicas e protestantes. De 1941 á 1974, a escola organizada e dirigida pela Igreja Católica teve programas caracterizados por uma redução drástica do número de disciplinas dado- se maior primazia a repetição dos conteúdos da 4ª classe e o estudo do Português, Aritmética, Moral e Religião Cristã e a prática agrícola. Agora, o professor não só deveria ser habilitado como auxiliar defensor da língua e cultura portugueses como também de defensor da religião católica nas zonas mais recônditas da colónia. Apenas recebia alunos das escolas das missões católicas. Contudo, a partir da apreciação no terreno, do trabalho do professor constata-se que a E.H.P.I.” José Cabral”, pelo contrário produziu o seguinte: (i) lançou as bases e acelerou o processo de instrução “indígena”. (ii) uma elite instruída com preponderantes influências das instituições religiosas |
| Descrição: | Licenciatura em História |
| URI: | http://hdl.handle.net/123456789/1121 |
| Aparece nas colecções: | Monografias |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| 1995 - Saúte, Alda Romão. pdf | 2,53 MB | Adobe PDF | Ver/Abrir |
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