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Título: Afirmação da identidade na prática da prostituição na rua do Bagamoyo, na cidade de Maputo
Autores: Lihahe, Danúbio Afonso Walter
Mahumana, Alberto José
Palavras-chave: Prostituição
Rua do Bagamoyo
Identidade da prostituta
Construção social
Data: Abr-2016
Editora: Universidade Eduardo Mondlane
Resumo: O presente estudo tem como campo de análise a prática da prostituição, com enfoque na questão da construção e afirmação da identidade entre mulheres praticantes de prostituição e os riscos que essa prática oferece. O local de estudo é a baixa da Cidade de Maputo, na “Rua do Bagamoyo”. O risco na prostituição está relacionado com a própria prática do acto sexual, no local onde se exerce a actividade porque as praticantes são aliciadas com o aumento de dinheiro à fazer relações sexuais sem o uso do preservativo estando mais vulneráveis para a contaminação de doenças sexualmente transmissíveis como o caso do HIV/SIDA, DTS, gravidez indesejada entre outras. Outro factor de risco nessa actividade está relacionado com os assaltos do dinheiro que as prostitutas sofrem em plena rua e também as agressões por parte de clientes que solicitam os seus serviços em suas residências ou em pensões distantes da ”Rua do Bagamoyo”. O trabalho analisa, ainda, qual é o autoconceito das prostitutas da “Rua do Bagamoyo” como é que elas se identificam na sua actividade de prostituição e como fazem a gestão dos riscos nos quais estão expostas no seu local de trabalho. Foi possível notar através dos dados pesquisados com base no método etnográfico aliado à observação directa, entrevistas semi-estruturadas e com recurso à histórias de vida, que o motivo da prática da prostituição é relativo para cada prostituta e que nem sempre a causa é a falta de dinheiro ou falta de emprego que as leva ao ingresso na vida de prostitutas, mas sim pelo desejo de querer liberdade e diversão, acabam sendo aliciadas pelas amigas que já estão nessa actividade há longo tempo. A partir da análise de algumas práticas e costumes que estas prostitutas têm desenvolvido na “Rua do Bagamoyo", foi possível compreender que a identidade da prostituta é uma construção social com uma certa negociação pessoal de outras identidades do seu quotidiano, pois, essa prostituta é mãe, esposa, namorada, filha, estudante, crente, etc. Mas no momento em que se faz presente na sua actividade ela considera-se “puta”, vendedora de sexo.
Descrição: Licenciatura em Antropologia
URI: http://hdl.handle.net/123456789/264
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