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Título: Análise da utilidade das formas de auto - organização tradicional em intervenções de desenvolvimento rural
Autores: Vugt, Antoniette van
Amós, Eugénio Rafael
Palavras-chave: Agricultura familiar
Desenvolvimento rural
Projectos sustentáveis
Distrito de Xai-Xai
Data: Jul-2002
Editora: Universidade Eduardo Mondlane
Resumo: Desde os tempos remotos, as sociedades camponesas se organizaram e praticaram formas tradicionais de cooperação e entre-ajuda adaptadas às suas condições económicas, sociais e culturais, para fazer face á problemas que individualmente seriam de difícil solução ( Viega, 2000). A expansão do capitalismo e a abertura da economia do mercado, afectou estas organizações, que tiveram que se adaptar às condições, tendo algumas debaixo de existir e outras tentaram resistir. Por um tempo (período em a tomada de decisão era centralizada), estas práticas tradicionais foram ignoradas pelas agências de desenvolvimento,porque ainda não se conhecia o potencial que tinham para conduzir as actividades de desenvolvimento rural, acreditando-se que as inovações tecnológicas seriam a solução para o aumento da produção no sector familiar Ultimamente houve mudanças no pensamento de algumas agências de desenvolvimento, porque viu-se que só a partir destas formas de auto-organização seria possível construir uma base de uma organização sustentável. É neste âmbito que surge o presente trabalho para se conhecer até que ponto estas formas auto-organização podem contribuir para a implantação de projecto de desenvolvimento rural sustentáveis. O estudo foi conduzido no distrito de Xai-Xai da Província de Gaza, por existirem vários grupos de camponeses baseados na auto-organização e o facto que nesta zona opera uma ONG nacional (ADCR) que baseou as organizações camponesas nos grupos existentes de ajuda mútua, e uma ONG internacional (VM) que formou novos grupos de camponeses no âmbito dos seus projectos. Assim, surgiu a possibilidade de comprar os dois tipos de organizações camponesas. O primeiro tipo de organizações, sendo resultante de formas tradicionais de ajuda mútua ou formadas por iniciativa da comunidade sem envolvimento do meio externo; mostraram ter laços fortes, boa coesão entre os membros e estarem mais preocupados com o processo produtivo com vista a melhoria da condição de vida dos membros. Enquanto que o segundo tipo de organizações, as formadas no âmbito de projectos de desenvolvimento rural, tinham um funcionamento deficiente porque não havia noção de direcção, os membros tinham uma atitude apática e eram menos criativos, como resultado do apoio externo que recebiam. Concluiu-se que o segundo tipo de organizações, não é ideal para participar em projectos de desenvolvimento rural sustentável, porque não reúnem condições para garantir a sustentabilidade dos projectos implementados. Os membros entram para satisfazer as suas necessidades temporárias e enseios (ter acesso ao estimulo), não se preocupando na continuidade do grupo assim como do processo produtivo após o término do apoio. De referir que a implementação de projectos sustentáveis, tanto a participação activa dos intervenientes como a continuidade do grupo e do processo produtivo, são factores para que as actividades sejam sustentáveis a longo prazo
Descrição: Licenciatura em Extensão Rural
URI: http://hdl.handle.net/123456789/446
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