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http://hdl.handle.net/123456789/972| Título: | A construção social da doença: estudo sobre a malária no bairro de Infulene “A” |
| Autores: | Colaço, João Carlos Bavo, Carlos Menete |
| Palavras-chave: | Saúde pública Malária |
| Data: | Set-2003 |
| Editora: | Universidade Eduardo Mondlane |
| Resumo: | A Sociologia fenomenológica postula que os fenómenos sociais não são dotados de nenhuma essência, ou seja, não existem se não como construções dos próprios actores. Assim, a existência da malária depende da atitude dos actores sociais. Ela existe somente na medida em que os actores têm consciência dela. A malária é vista pelos diversos tipos de actores - quer agindo individualmente, como representando instituições sociais - como um problema social. O problema social em que a malária se constitui, torna-se real porque os actores, nas suas relações sociais, verbalizam-no sob várias formas. Para além de causar absentismo no emprego e na escola ( com todas as consequências daí resultantes), a malária pode, na pior das hipóteses, levar á morte. Deste modo esta enfermidade é percebida pelos actores como causa de desarmonia social. A formulação da solução do problema da malária é um mecanismo forte da sua manifestação dado que mostra a natureza preocupante da doença para a sociedade moçambicana. Enfermeiros, curandeiros, centros de pesquisa e de ensino representam a resposta da sociedade ao problema. A institucionalização da resposta indica-nos que a sociedade especializa os seus membros para o exército de determinados papéis sociais. Assim, tanto os enfermeiros e os curandeiros, como os demais actores formados pelas instituições de ensino ligadas às Ciências de Saúde, aparecem como especialistas vocacionados ao combate á malária. Os restantes actores sociais são ignorantes no que à saúde e doença diz respeito. Esta situação mostra que o património de conhecimento encontra-se socialmente distribuído entre os actores o que impõe o estabelecimento de contactos entre os doentes de malária e os especialistas no sentido de debelar a doença. Deste contacto resulta uma complexidade de relações sociais envolvendo não apenas os actores na sua singularidade, mas também instituições sociais. A malária manifesta-se pelas relações sociais e a certeza da sua existência é um facto inquestionável entre os actores, não só devido ao seu efeito sobre o organismo humano, mas principalmente porque a sua valorização como problema e a respectiva resposta encontram-se institucionalizadas |
| Descrição: | Licenciatura em Sociologia |
| URI: | http://hdl.handle.net/123456789/972 |
| Aparece nas colecções: | Monografias |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| 2003 - Bavo, Carlos Menete .pdf | 1,91 MB | Adobe PDF | Ver/Abrir |
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